quinta-feira, 13 de julho de 2017

[+18] A Noite Mais Sombria


Autor: Gena Showalter
Série: Senhores do Mundo Subterrâneo #1
Editora: Harlequin Boks
Ano: 2010
Páginas: 398
Livro: Skoob
Sinopse:
Ashlyn Darrow sempre fora atormentada por vozes de diversas épocas, sobrepostas, interligadas, vindas de todas as direções, causando-lhe profundo sofrimento. Só havia um lugar onde ela talvez pudesse encontrar a cura para seu mal: a misteriosa fortaleza habitada pelos imortais, em Budapeste. Homens com poderes extraordinários, cada um carregava em si um dos demônios libertados da caixa de Pandora. Porém, somente Maddox, o guerreiro castigado com a mais cruel de todas as maldições, seria capaz de livrar Ashlyn de seu desespero. Morrendo todas as noites e renascendo à alvorada, o guardião do demônio Violência agonizava com o desejo de tocar Ashlyn, mas receava perder o controle sobre o espírito maligno e se tornar uma ameaça para ela.


Quando você começa a ler um livro sem se tocar qual é a editora e sem saber que é erótico e se depara com o primeiro “mamilo enrijecido”........... Ok, vamos lá.

O livro, narrado em terceira pessoa, começa pelo ponto de vista de Maddox, um imortal que vive em Budapeste, e logo nos conta o seu tormento: ele e os outros Senhores do Mundo Subterrâneo eram guerreiros que trabalhavam pelos deuses gregos, mas que foram amaldiçoados quando abriram a caixa de Pandora e liberaram os demônios no mundo. Assim, quando a caixa sumiu, cada um teve que carregar um demônio dentro de si. Maddox carrega a Violência, e após ter matado Pandora, ele morre todos os dias à meia-noite da mesma maneira que ela morreu.

Uffa.

Mas como nem tudo é só tortura, ele conhece Ashlyn Darrow, uma humana atormentada por vozes do passado. Ela escuta tudo que já foi dito. Indo para a cidade em nome do Instituto para o qual ela trabalha, a fim de encontrar seres sobrenaturais e estudá-los, ela fica sabendo sobre os “anjos” que moram no topo daquela colina, isolados do mundo, mas que mantém a justiça e a baixa taxa de mortalidade da cidade.

Pensando que Ashlyn é uma Caçadora (que tenta matar os Imortais há séculos), mas querendo saber mais e sentindo uma atração estranha por aquela humana, Maddox a coloca para dentro do castelo antes que a meia-noite chegue.

Nesse mesmo dia, os deuses gregos são derrubados de seu trono pelos Titãs, que dão uma ordem um tanto estranha à Aeron, o Guardião da Ira, deixando-o a ponto de perder o controle sobre o demônio.

Bom, o livro tem muito potencial. A ideia dos deuses, dos guardiões, dos demônios e da Caixa de Pandora é incrível. O problema é que por querer, ainda, fazer um amor tão intenso e ainda com cenas eróticas, a autora se perde na história. Todos precisam se reunir e resolver as coisas, e eles tão o que? Isso mesmo, se pegando.

É o tipo de livro que o mundo pode estar pegando fogo, que os dois personagens vão ficar de mamilos rijos e membros endurecidos. E isso me incomodou muito. Meu deus, eles nem tinham trocado meia dúzia de palavras e já tinha atração? Tudo bem, o cara pode ser lindo, MAS GENTE, CADÊ O LIMITE E O CONTROLE.

Os Guardiões que moram no castelo seguram demônios como Dor, Morte, Luxúria e Doença. O desenvolvimento deles é bem legal, mas ainda clichê. Por exemplo, Luxúria tem todo dia que fazer sexo, não consegue se concentrar em uma reunião sem estar assistindo um filme pornô – e, sério, todos os outros conseguem se concentrar minimamente mesmo que por alguns segundos, ele não.

Outro detalhe, se o negócio dele é Luxúria por si só, por que não ser a favor de ménages, homens e sexo de todo tipo? Por que mulheres?

Muita coisa foi só introduzida nesse livro, e obviamente será explicado nos próximos que estão por vir, mas achei que a escrita se torna meio arrastada em alguns pontos, quando os personagens ficam naquele loop de dúvidas e pensamentos que não saem daquilo. Como a Ashlyn no começo, que surta por tudo e não para um momento pra tentar escutar ou fazer perguntas decentemente. Ela é uma personagem feminina tão estereotipada que me deu raiva.

Enfim, a história tem muito potencial, as ideias aparentemente vão se desenvolver muito ainda e é o tipo de coisa que eu iria gostar. Amo a mitologia grega! Maaaaas... Provavelmente não vou continuar a série. Algum de vocês já leu tudo?

Nota: 3




Sobre mim: Letícia Proença (Leeh), estudante de Medicina Veterinária em Botucatu, até hoje não sabe como leva a graduação e a paixão por sites e livros lado a lado. Canceriana louca, gostaria de saber como aumentar as horas do dia para poder fazer tudo o que gosta.

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